Abraçada em 1795, Paris · Antes: cantora nos salões da Revolução
Photoplayer · Léa Seydoux
“Nunca esteve no centro da sala. Mas sabia de tudo que acontecia nela.”
Cantora nos salões e teatros de Paris durante os anos turbulentos da Revolução Francesa. Sobreviveu à queda de nobres, à ascensão de novos governos e às mudanças constantes que marcaram o período pela mesma razão que continuaria sobrevivendo pelos séculos seguintes — percebia alterações no ambiente antes que os demais sequer notassem que algo havia mudado.
Foi abraçada por Étienne Voile, fundador do clã. Ao longo das décadas, outros membros próximos de Étienne desapareceram, morreram ou perderam influência. Marguerite permaneceu. Quando o fundador finalmente deixou de ocupar sua posição, foi ela quem assumiu o comando do clã. Ninguém jamais conseguiu provar qualquer interferência de sua parte.
Dentro do Conseil, é considerada uma das figuras mais difíceis de interpretar. Mesmo Isabeau du Néant admite que Marguerite controla a própria imagem com uma precisão raramente vista entre os imortais. Nos últimos meses começou a perceber comportamentos incomuns entre frequentadores habituais de seus clubes — pequenos padrões que, isoladamente, não significam nada, mas que juntos sugerem que alguma coisa está mudando sob a superfície da cidade.