Abraçado em 1857, Paris · Antes: cirurgião americano
Photoplayer · Adewale Akinnuoye-Agbaje
“Observa durante muito mais tempo do que fala. Quando finalmente faz uma pergunta, todo mundo percebe que ele já sabia a resposta.”
Chegou a Paris na década de 1850 como cirurgião americano interessado nos avanços da medicina europeia. Sua aproximação com o sobrenatural aconteceu de forma gradual — um paciente cuja recuperação não obedecia a qualquer lógica conhecida, um exame que produzia resultados impossíveis e, por fim, uma série de evidências que o levaram a concluir que estava observando algo além da experiência humana comum.
Ao contrário da maioria dos vampiros, Theodore não foi surpreendido pelo Abraço. Após anos investigando a existência dos imortais, solicitou a transformação por vontade própria. Diz-se que compareceu ao encontro levando anotações, perguntas e uma lista de hipóteses que pretendia testar após a própria morte.
Dentro do Conseil, tornou-se conhecido pela postura reservada e pela tendência de observar durante muito mais tempo do que fala. Ao longo dos anos acumulou informações que poucos membros da Corte possuem. Nos últimos meses, certos acontecimentos começaram a desafiar explicações que considerava sólidas há décadas. Mudanças sutis, padrões recorrentes e anomalias surgem com frequência crescente em seus registros.